segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Capita lamenta após revelar desejo do Bota por Zé Roberto: "Como trazer?"


Carlos Alberto Torres diz ter sido responsável pela indicação do treinador ao Botafogo e se vê incapaz de ajudar com contratações em meio à crise



Considerado um parceiro importante da atual diretoria do Botafogo, o ex-jogador Carlos Alberto Torres revelou que o clube tem pedido sua ajuda para a contratação de reforços. O capitão do tricampeonato de 70, no entanto, disse que tem sido difícil conseguir nomes de peso dentro da atual crise financeira vivida pelo Alvinegro. Responsável por indicar René Simões para o cargo de treinador, Capita informou que o técnico solicitou a contratação de Zé Roberto, do Grêmio, que acabou negociando com o Palmeiras.

- Influência não, eu indiquei (o René Simões). Participei do processo da eleição do presidente Carlos Eduardo (Pereira). Ele pediu para que eu participasse da indicação de jogadores. Mas jogadores nem tanto porque o clube está em uma situação complicada financeira. Como vai trazer? O René perguntou se eu podia ajudar a trazer o Zé Roberto. Eu falei como? Seria uma contratação de impacto, mas o clube não tem condição. Mas tenho certeza que o René vai fazer um grande trabalho - disse.

Carlos Alberto Torres diz que está difícil para o
Botafogo contratar (Foto: Reprodução SporTV)
Nomeado “Ministro do Futebol” do Botafogo, Carlos Alberto Torres participou ativamente da campanha de eleição do presidente Carlos Eduardo Pereira e segue na ativa dentro do clube tentando auxiliar negociações, tanto dentro quanto fora de campo. O ex-jogador, porém, não recebe salário.

Torres chegou a trabalhar na gestão do ex-presidente Maurício Assumpção como “embaixador do Engenhão”, mas deixou o cargo após a interdição do estádio. A obtenção de um novo ônibus para o clube, em 2011, teve o ex-jogador como um dos responsáveis na negociação com uma montadora alemã.

Na campanha de Pereira, Torres embarcou na candidatura e foi considerado um dos principais responsáveis pela vitória. Ele chegou a ser convidado para ser diretor de futebol do clube, mas recusou, preferindo ajudar de modo informal, recebendo o título de "ministro".

Por SporTV.comRio de Janeiro