quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Presidente lamenta prejuízo com veto ao Engenhão: "Conta vai ser cobrada"


Carlos Eduardo Pereira diz que responsabilidade por atraso das obras e condições do estádio são de Prefeitura e consórcio. Reunião entre as partes será nesta sexta




Nem estátua de Nilton Santos, que serviu de pneu,
se livrou dos entulhos (Foto: Gustavo Rotstein)
Por mais que já contasse com isso, o Botafogo não escondeu sua decepção com o fato de não poder contar com o Engenhão na primeira partida do Campeonato Carioca, dia 31, contra o Boavista. Após a confirmação de que o jogo será em São Januário, o presidente Carlos Eduardo Pereira garantiu que o clube só pretende retomar o controle do estádio somente quando ele estiver em plenas condições de uso.

Nesta sexta-feira, Carlos Eduardo Pereira terá uma reunião à tarde com representantes do consórcio construtor do Engenhão e com diversos integrantes da Prefeitura do Rio de Janeiro, que retomou a administração do estádio desde seu fechamento, em março de 2013, quando foram detectados problemas na cobertura.

- O Botafogo só volta ao Engenhão quando estiver tudo em ordem, tudo perfeito. A responsabilidade é toda deles (consórcio e Prefeitura). Sem dúvida é mais um prejuízo que amargamos. Prejuízo de gestão, retorno, sócio-torcedor, imagem, publicidade, credibilidade. É muito ruim. Mas essa conta vai ser cobrada mais adiante. Não tenha dúvida - afirmou o presidente alvinegro.

Presidente não tem previsão para retorno do Botafogo ao estádio (Foto: Gustavo Rotstein)
Diante desse quadro, Carlos Eduardo Pereira preferiu não fazer qualquer projeção de quando o Botafogo poderá novamente disputar uma partida oficial no Engenhão. Dessa forma, o compromisso contra o Boncuscesso, dia 7 de fevereiro, está sem local definido.

- Somente a Prefeitura pode fazer essa previsão – ressaltou.

Obras no Engenhão tiram estreia do Botafogo no Carioca do estádio (Foto: Gustavo Rotstein)

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro/GE