segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Jefferson celebra marca e espera chegar perto de Ceni: "No caminho"



Goleiro, que chega a 400 jogos pelo Botafogo nesta terça, diz viver momento importante na carreira e espera volta rápida do Alvinegro à Série A




Jefferson espera encerrar sua carreira no Botafogo dentro de quatro anos (Foto: Gustavo Rotstein)

Principal nome do Botafogo nos últimos anos, Jefferson vai completar 400 partidas nesta terça-feira, contra o Oeste, no Estádio Nilton Santos. O goleiro, que está em sua segunda passagem pelo clube – 2003 a 2005 e, agora, desde 2009 –, não querer parar por aí. Além de mais uma vez ressaltar o desejo de chegar ao jogo 500, foi sincero ao responder se pretende alcançar no Alvinegro o status de Rogério Ceni no São Paulo.


- Bater a marca do Rogério é difícil. Tudo o que ele fez pelo São Paulo e pelo futebol é admirável. Mas acho que estou no caminho. Pretendo trilhar aqui no Botafogo esse caminho perfeito do Rogério no São Paulo - disse.



Jefferson nunca escondeu que pretende encerrar a carreira no Botafogo e afirma que a acolhida da torcida e a grande identificação com o clube são os principais fatores que o fazem não ter a intenção de sair. O goleiro de 32 anos, que costuma tratar o Alvinegro como seu time de coração, tem claro o que pretende em sua reta final de carreira, mas vê claramente num momento de ascensão.


- Faço um plano de carreira para me preparar psicologicamente e fisicamente. Pretendo me preparar para mais uns quatro anos. Miro a Copa do Mundo e quero estar bem na Seleção. Estou bastante focado, maduro e experiente. Sinto que vivo um momento importante na carreira.


No entanto, o pensamento atual de Jefferson é um só: ver o Botafogo novamente na Série A. Por isso, deixa de lado qualquer festa para celebrar seus 400 jogos e pede que a equipe mantenha contra o Oeste o bom nível das atuações para alcançar esse objetivo rapidamente.


- Para os torcedores, a liderança é muito importante. Mas para ser bem sincero, acho que o importante é somar pontos sempre. Em algum momento fomos líderes com folga, mas oscilamos e mantivemos o primeiro lugar, mas com o quinto ou sexto lugar a dois pontos de distância. Não podemos mais cair nessa ilusão. Temos que somar o máximo de pontos e subir matematicamente o mais rápido possível. Depois vamos pensar no título - destacou o capitão alvinegro.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE