quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Com contrato até dezembro, Gegê acha difícil a permanência no Botafogo


Sem jogar desde que Gomes assumiu, meia diz que não foi procurado e trata sequência como improvável: "Clube não mostrou nenhum interesse em ficar comigo"





“Nunca desista”. No site oficial do Botafogo, a frase está no perfil de Gegê. O lema casa com o momento do jogador. Sem oportunidades desde que Ricardo Gomes assumiu, Gegê, 21, vê seu futuro cada vez mais distante do clube. Com contrato até o fim do ano, o Botafogo ainda não o procurou para renovar.

- Meu contrato acaba em dezembro. Vamos ver o que vai acontecer. O Botafogo não falou nada, e recebi sondagens de clubes do Brasil e do exterior. Não é legal. Pelo tempo que tenho no clube, não que eu esteja chateado, mas é claro que não fico contente. Tenho oito anos de clube. O Botafogo não mostrou nenhum interesse em ficar comigo. Mas futebol é assim mesmo. Vivendo e aprendendo. Agora é trabalhar para tentar jogar nessa reta final de Série B. Desistir jamais - desabafou Gegê. 

Gegê disputou apenas quatro jogos na Série B. Meia não viajou para São Luís (Foto: Vitor Silva / SSpress)

No clube desde os 13 anos, o Botafogo ainda é a prioridade do atleta. Gegê, no entanto, acha difícil seguir em General Severiano em 2016.

- Gostaria de ficar pela identificação que tenho com o clube, estou aqui desde os 13 anos. Mas vou ver as possibilidades. Em nenhum momento o Botafogo falou nada. Acho difícil a permanência.

A temporada de 2015 foi uma gangorra para Gegê. No início do ano, começou como titular e teve oportunidades no Carioca. O meia iniciou a Série B em baixa, mas voltou a ter chances com Jair Ventura. Sob o comando do interino, Gegê assumiu a camisa 10 e foi titular em todas as três partidas. A chegada de Ricardo Gomes, no entanto, alterou o panorama mais uma vez.

- Meu último jogo foi com o Jair. Não joguei com o Ricardo Gomes e quase não fui relacionado. Não conversamos. O Ricardo não falou nada. Cada treinador tem sua forma de trabalhar, seu gosto, e eu respeito. Teve bastante rodízio no Botafogo, mas não tive a sequência que outros jogadores tiveram. A sequência que tive foi com o Jair. Ainda temos 10 jogos no campeonato. Eu acredito no trabalho. Treino todos os dias feliz, com alegria e dedicação. Tento não pensar na situação para não me atrapalhar nos treinos.

Gegê teve mais oportunidades na campanha do vice-campeonato carioca (Foto: Vitor Silva / SSpress)

No meio do ano, Gegê foi procurado por Figueirense e Paysandu. O Botafogo, na época, abriu as portas para um eventual empréstimo, mas o jogador decidiu ficar. Ele garante não ter se arrependido da decisão.

- Optei por ficar. Talvez fosse melhor eu ter ido. Ou não. A gente nunca sabe o que pode acontecer. Mas não me arrependo. Futebol é assim mesmo. Muda treinador, e as coisas mudam também.

O Botafogo enfrenta o Sampaio Corrêa nesta sexta-feira, em São Luís. Gegê não foi relacionado e permaneceu no Rio de Janeiro.


Por Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE