domingo, 6 de dezembro de 2015

Panorama atual e perspectivas do Botafogo na formação do elenco 2016




2016 pode ser o ano de afirmação de Luis Henrique
 
no Botafogo
Depois de alcançar os dois principais objetivos da temporada em 2015, o Botafogo tem pela frente o desafio de fazer uma campanha convincente na Série A em 2016 e se fortalecer cada vez mais para afastar o risco de descer novamente - grande temor da torcida após o acesso e a conquista do título com antecedência.


A situação financeira do clube, que era caótica no começo da gestão do presidente CEP, continua crítica mas deve melhorar um pouco com a perspectiva de se encontrar um patrocinador master para estampar na camisa no novo ano. A falta de um patrocinador forte na temporada que se encerra foi a causa da montagem de um time apenas modesto que, felizmente, acabou dando liga em campo. Paralelo a isso, há previsão de aumento das cotas de televisionamento com uma maior exposição da marca Botafogo na TV aberta, coisa que não aconteceu nessa competição por ação e obra da principal patrocinadora (TV Globo), ficando as poucas exibições entregues às redes de menor penetração como a Rede TV e a TV Brasil nos poucos jogos marcados para as tardes de sábado.


Nessa campanha vitoriosa, o Botafogo sobrou em relação aos seus adversários mesmo tendo montado um time de jogadores, em sua maioria, desconhecidos. Apesar de alguns tropeços inexplicáveis diante de adversários de menor expressão, principalmente jogando em casa, no geral o time foi bem cumprindo os objetivos para o quais foi concebido.


Veja o quadro abaixo com os números da campanha sem computar o último jogo - empate de 0 a 0 contra o América-MG.


Montagem do Programa Bem Amigos com o
 resumo da campanha do Botafogo 
Foram 37 jogos com 21 vitórias, 8 empates e 8 derrotas - um aproveitamento de 64%. Tivemos o ataque mais positivo da competição, com 60 gols marcados, e a defesa menos vazada, com 30 gols sofridos o que dá um saldo de 30. Com essa campanha, o Botafogo passou 30 rodadas na liderança das 38 disputadas. São os números absolutos de um campeão incontestável.


Com esse panorama, seguimos traçando os planos para o ano que se avizinha. Logo após o último jogo de 2015, no Nilton Santos, o Botafogo anunciou uma lista de dispensa com 11 jogadores deixando claro a intenção da diretoria de reformular elenco como era o desejo da torcida. Era consenso que este grupo não era forte o suficiente para a disputa de um campeonato duro como será o Brasileirão e a Copa do Brasil do próximo ano, com os adversários cada vez mais estruturados.


Nessa primeira leva, foram embora os zagueiros Alisson e Diego Giaretta; os laterais Pedro Rosa e Carleto; os volantes Bazallo, Guilherme Camacho e Serginho; e os meias Daniel Carvalho, Diego Jardel, Lulinha e Tomas Bastos.


Os que ficaram (sem a garantia que permanecerão no próximo ano), formam a base do que será o Botafogo em 2016. Alguns seguem com a situação pendente em negociações que se arrastam por semanas a fio, como são os casos de Renan Fonseca, Willian Arão, Neilton e Navarro.


Dos que ficaram, Jefferson é o nosso capitão e será o pilar dessa base como foi do elenco formado para jogar a Série B. O melhor do Brasil terá em Helton Leite um bom substituto em franca evolução. Já Renan pretende deixar General Severiano para dar sequência à carreira em outro clube - que seja feliz.


Luis Ricardo, que atuou como lateral direito e como meia na campanha de 2015, segue nos planos para o próximo ano mas ainda não fechou. Depende da posição do São Paulo, dono do seu passe. O jogador não é unanimidade entre os torcedores. Na lateral esquerda, por enquanto, vamos de Jean que teve seu contrato renovado por mais dois anos sob o descrédito da grande maioria da torcida, já que não foi bem nas oportunidades que teve em 2015.


Rodrigo Lindoso, que ganhou a posição de titular e a confiança de Ricardo Gomes nas últimas partidas, já fechou e terá a companhia de Fernandes, que também teve o seu contrato estendido e está garantido até 2017. Neilton, que manifestou a intenção de permanecer no Glorioso, tinha a situação muito bem encaminhada junto ao Cruzeiro, detentor de seu passe, mas entrou em compasso de espera após a saída do treinador Mano Menezes para a China. A raposa aguarda fechar com um novo treinador para só depois voltar às negociações com o Botafogo. O negócio pode melar!


Os zagueiros Renan Fonseca e Roger Carvalho receberam propostas do clube pra ficarem mas ainda não responderam. Roger deixou o acordo encaminhado, enquanto Renan tem propostas de São Paulo e Fluminense mas deseja fazer carreira no Glorioso. Enquanto não acertam, o Botafogo se precaveu trazendo o zagueirão argentino Joel de Carli para ser titular, o primeiro "reforço" de 2016.


Depois da dispensa de Daniel Carvalho (muito lamentada pela torcida), o meia Elvis parecia certo por mais um ano mas, até o momento, não foi procurado pelo clube e o prazo para o acerto está se encurtando já que o seu vínculo com o jogador se encerra no final do ano. A tendência é que não fique.


Essa semana o atacante Ronaldo, autor do gol do acesso, renovou o contrato por mais um ano e segue no grupo para compor o elenco - tem potencial para evoluir e se tornar útil na campanha. Teremos ainda o retorno de Henrique Almeida que disputou a série A pelo Coritiba. O atacante teve bom desempenho nesse final de temporada, sendo um dos destaques do time do Coxa. Pode virar moeda de troca em futuras transações ou mesmo ser efetivado no grupo de 2016. Já as negociações com o atacante uruguaio Navarro, que foi o titular da posição na campanha da Segundona, parece que vai dar em água e a tendência é que o clube vá atrás de um novo centroavante. Nomes como Alecsandro (Palmeiras), Kieza (Bahia) e Hernane Brocador (Sport) foram especulados pela imprensa com negativas veementes por parte do clube.


Pela movimentação nos bastidores - que, diga-se de passagem, está muito aquém dos nossos anseios até o momento - e considerando a manutenção dos jogadores da base que subiram em 2015 com mais os recém promovidos (Saulo como 3o. goleiro, Diego e Jean para as laterais, os zagueiros Igor Rabello e Emerson; o volante Diérson; o meia Fernandes e dos atacantes Sassá, Luis Henrique, Ribamar e Vinícius Tanque), teremos que trazer no mínimo 1 lateral esquerdo, 1 volante (já que Arão se nega a aceitar a renovação do contrato e a novela promete ter muitos capítulos), 2 meias de armação (já que não temos nenhum) e até 2 atacantes, caso Neilton e Navarro não fiquem, todos para o time titular.


Por enquanto, o time conta com a seguinte formação: Jefferson (Helton Leite), Luiz Ricardo (Diego), Renan Fonseca (Emerson), Joel Carli (Roger Carvalho), Jean (falta o titular); Rodrigo Lindoso (Diérson), Fernandes (falta um reserva), (faltam dois meias titulares); Neilton (Ronaldo) e Navarro (Luis Henrique) com grandes chances para Sassá (que foi muito bem nesse ano até lesionar o joelho), o que, diga-se de passagem, é um elenco bem modesto até mesmo para a disputa do Carioca. Nem se fala, para a disputa das competições nacionais.


Mas até a reapresentação no dia 2 de janeiro, deveremos ter muitas novidades com a vinda de cinco ou seis jogadores de peso pra encorpar essa base (assim espero). Do contrário, o esforço para subir para a elite corre sérios riscos de ter sido em vão. Infelizmente a realidade é essa e parece, pela movimentação, que a diretoria está ciente disso e continua trabalhando pra suprir as evidentes carências.


O time vai realizar a pré-temporada em Vitória-ES e o primeiro compromisso oficial de 2016 será a estreia no Campeonato Carioca diante do Bangu no último fim de semana de janeiro. E, por aqui, o nosso compromisso é ir atualizando a situação assim que pintarem novidades no elenco.


Saudações a todos que acreditam e fiquem a vontade para comentar!


Por @felipaodf/Botafogodeprimeira.com