segunda-feira, 14 de março de 2016

Após um mês, Botafogo volta a sofrer com a bola aérea e liga sinal de alerta


Deficiência do time no início da temporada aparece novamente e custa empate no clássico com Fluminense. Alvinegro já levou quatro gols de cabeça em 10 partidas




O Botafogo ainda tem a defesa menos vazada do Campeonato Carioca, com quatro gols sofridos ao lado do Flamengo. Mas um velho fantasma resolveu dar as caras novamente: a bola aérea. O gol de Gum, que custou o empate por 1 a 1 no último domingo, no Raulino de Oliveira, foi o quarto de cabeça sofrido pelo time de Ricardo Gomes em 10 jogos na temporada até aqui. Antes, Rafael Paty, da Portuguesa, e Willyan, da Desportiva Ferroviária, duas vezes, já haviam balançado a rede de Jefferson pelo alto (veja todos no vídeo http://glo.bo/1Us5rEm?).


Mas o último fazia tempo. Tinha sido no início de fevereiro, mais de um mês atrás. O problema parecia ter sido solucionado depois da entrada de Carli na zaga. Do alto de seu 1,91m de altura, o defensor passou a ter papel fundamental nas bolas aéreas defensivas. Mas Gum provou que o argentino não pode ganhar todas e ligou o sinal de alerta no Alvinegro.

Gol sofrido diante do Fluminense foi o quarto de cabeça no Botafogo em 2016 (Foto: Mailson Santana / Fluminense FC)
- Lutamos, brigamos a partida inteira e na bola parada pecamos. No último minuto a gente deu mole - lamentou Gegê, ao sair de campo.


Dos quatro gols sofridos pelo alto, três nasceram de escanteios e contaram com falhas de zagueiros. No primeiro, Bruno Silva e Emerson pularam junto com Willyan, mas sequer tocaram na bola. No segundo, Emerson marcou errado, e a defesa alvinegra deixou o próprio Willyan livre na área. E no terceiro, Emerson e Carli perderam no alto para Gum.


- A gente estava bem na partida. Foi descuido nosso na bola parada que não pode acontecer, ainda mais nos acréscimos - alertou o jovem Emerson, de 20 anos.

Entrada de Carli, de 1,91m, havia reduzido problema, mas Gum superou o argentino (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

No único gol sofrido pelo alto que não surgiu de uma bola parada, era o baixinho Diego quem estava acompanhando Rafael Paty na área. O Botafogo vem treinando periodicamente as jogadas aéreas, e na véspera do Clássico Vovô elas foram repetidas à exaustão por Ricardo Gomes, que em entrevista coletiva após a partida admitiu a necessidade de "trabalhar muito para diminuir a margem de erro". Os jogadores alvinegros terão a segunda-feira de folga e se reapresentam na terça para mais uma semana de treinos para o jogo contra o Madureira no domingo. Até lá, certamente com novo foco nas bolas cruzadas na área.


Por Thiago Lima/Volta Redonda, RJ/GE