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quinta-feira, 24 de março de 2016

Botafogo e São Paulo iniciam diálogo por acordo no caso Henrique Almeida


Depois de adiar audiência no Rio, Alvinegro tenta agendar reunião com Tricolor nos próximos dias. Grêmio aguarda um entendimento entre as partes para encerrar litígio



Atual clube de Henrique, Grêmio aguarda por acordo
 entre o Botafogo e o São Paulo (Foto: Eduardo Moura)
A novela Henrique Almeida continua sem previsão de encerramento. Os próximos capítulos envolvem Botafogo, ex-time do atacante com quem rescindiu contrato por meio de uma liminar, e São Paulo, onde ele foi revelado em 2009. Após adiar a audiência na 24ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro na semana passada, o Alvinegro já iniciou o diálogo, ainda de forma preliminar, com o Tricolor e estuda marcar um encontro nos próximos dias para tentar buscar um acordo. Os contatos têm sido feitos entre o diretor jurídico de futebol Gustavo Noronha e o advogado Anibal Rouxinol, pelo lado carioca, e com o diretor executivo de futebol Gustavo Vieira de Oliveira, do lado paulista. O Grêmio, atual clube do jogador, já se reuniu recentemente com o Botafogo no Rio e aguarda que as outras partes entrem em entendimento para não correr riscos futuros.


- É uma questão contratual, a gente viu desdobramentos de uma dívida com o Botafogo. Uma dívida garantida por direitos do atleta, a nossa posição é esperar para ver o que eles nos oferecem. Estamos abertos a encontrar uma solução, mas está tudo muito no início ainda - explicou Gustavo Vieira, filho do ex-jogador Sócrates, mas sem entrar em detalhes dos diálogos.


A ideia do Botafogo, que a princípio teria agradado aos representantes de Henrique e do Grêmio, é o atacante retirar a ação contra o clube na Justiça. Com isso, o Alvinegro, que busca uma indenização do Tricolor gaúcho pela contratação, daria-se por satisfeito com uma parte dos direitos econômicos do jogador para uma eventual venda futura. O percentual em questão é que está em debate e, numa segunda parte da negociação, seria repartido e oferecido ao São Paulo para quitar uma dívida de R$ 1,5 milhão referente à aquisição do jogador ainda na gestão de Maurício Assunção, em 2013. Se não houver consenso, há duas hipóteses: a primeira, mais remota, seria um acordo envolvendo apenas Botafogo, Grêmio e Henrique, permanecendo o litígio entre Alvinegro e Tricolor paulista; a segunda suposição seria cancelar as conversas e dar prosseguimento ao processo na Justiça até a última instância, cada um defendendo o seu.


Henrique obteve a rescisão com uma liminar na Justiça, em primeira instância, decisão que o Botafogo tenta derrubar. Diante dessa situação, o departamento jurídico do Grêmio formatou um contrato com cláusulas que protegem o clube, até porque o parecer é de que há "risco baixo" na contratação. Os direitos econômicos do atleta estavam divididos entre o Alvinegro (35%) e o Tricolor paulista (65%). No parecer gremista, porém, os direitos deixam de existir a partir do novo vínculo. Livre no mercado, o atacante assinou contrato por quatro temporadas com o Tricolor gaúcho após dar um "chapéu" no maior rival, o Inter. O Colorado negociava com o jogador e tinha até um acerto salarial, mas recuou nas tratativas por falta de garantias jurídicas.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE

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