sábado, 24 de setembro de 2016

Ferj negocia com Bota para Arena da Ilha receber outros clubes no Carioca


Rubens Lopes e Carlos Eduardo Pereira debatem acordo que atenda interesses de federação, Alvinegro e Portuguesa. Dupla Fla-Flu poderia jogar no estádio se quiser




Estádio – ou a falta de – vem sendo o principal ponto de discussão dos clubes cariocas na temporada. O caso mais recente é a procura por um local para o Fla-Flu do próximo dia 12, que teve levantada a opção de ser no Engenhão, rebatizado pelo Botafogo de Nilton Santos, mas o clube de General Severiano usou as redes sociais para descartar o clássico em sua casa. Justamente pensando em aumentar a oferta para o ano que vem, mesmo com o Maracanã já liberado, a Ferj negocia com a diretoria alvinegra uma forma de liberar a Arena da Ilha do Governador para outros times poderem usá-la em jogos de menor apelo do estadual de 2017.


Arena Botafogo pode ganhar sobrevida com acordo para o Campeonato Carioca (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Os presidentes da Ferj, Rubens Lopes, do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e da Portuguesa – parceira do Alvinegro na reforma do Luso-Brasileiro –, João Rêgo, têm feito reuniões sobre o tema, mas as conversas ainda estão no início. Se a ideia sair do papel, o estádio, com sua estrutura atual, passaria a ficar à disposição de outros times durante o próximo Carioca, inclusive de Flamengo e Fluminense. Por ter custos de operação menores, seria uma opção mais vantajosa financeiramente – exceto para o Vasco, que tem São Januário – para jogos de pouca torcida em comparação às despesas de Maracanã e Engenhão, por exemplo.

Estamos conciliando os interesses com o Botafogo e a Portuguesa para a manutenção do estádio, que tem capacidade para 15 mil torcedores, excelente localização, custo baixo, boas condições para transmissões de TV, segurança e gestão sem complexidade. É o melhor para o futebol carioca"
Rubens Lopes, presidente da Ferj


– A Arena da Ilha é vista pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro como importante praça para o campeonato estadual de 2017. E estamos conciliando os interesses com o Botafogo e a Portuguesa para a manutenção do estádio, que tem capacidade para 15 mil torcedores, excelente localização, custo baixo, boas condições para transmissões de TV, segurança e gestão sem complexidade. É o melhor para o futebol carioca – explicou Rubens Lopes.


O modelo de parceria é que precisa ser visto para que atenda aos interesses não só da Ferj, como também de Botafogo e Portuguesa. O Alvinegro gastou cerca de R$ 5 milhões para reformar o Luso-Brasileiro, mas desde o início do projeto avisou que era só até dezembro e que, depois disso, desmontaria grande parte do que construiu no local para voltar a jogar no Nilton Santos em 2017. Arcar com os custos de manutenção dos dois estádios seria inviável para o clube, e pode estar aí a solução para um acordo onde se dividam as despesas entre as partes. Em entrevista recente à Rádio Tupi, CEP já admitiu a possibilidade de não se desfazer da Arena.

Somos parceiros e certamente sentaremos para conversar sobre esse assunto ao longo da próxima semana para que a gente já possa traçar um planejamento para 2017, visando uma definição de rumos para a Arena"
Carlos Eduardo Pereira, presidente do Bota


– Olha, é possível. A gente tem uma obra feita, tem ali a Portuguesa como uma parceira, e é muito importante que eles participem também dessa avaliação e decisão para o próximo ano. E nós também estamos conversando com o presidente Rubens Lopes, uma vez que há também um interesse já manifestado da federação de alguma maneira participar desse projeto a partir do ano de 2017. A gente tem ótima relação com a federação de futebol, e a Portuguesa também, enfim... Somos parceiros e certamente sentaremos para conversar sobre esse assunto ao longo da próxima semana para que a gente já possa traçar um planejamento para 2017, visando uma definição de rumos para a Arena.


Além de Maracanã, Engenhão, São Januário e Edson Passos, a Arena seria a quinta opção de estádio na capital para os quatro grandes serem mandantes. Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o Moacyrzão, em Macaé, e Los Lários, em Xerém, são outras alternativas, mas que não agradam muito aos clubes pela distância.


GRAMADO PASSARIA POR NOVA REFORMA


Gramado da Arena Botafogo já foi tratado, mas não
 apresentou melhora (Foto: Divulgação / Botafogo)
Localização, acesso, operação... Praticamente todos os pontos da estrutura da Arena agradaram quem conheceu. Porém, há uma reclamação em comum: o gramado. O campo deixa a bola viva por quicar muito e vem sendo alvo de críticas não só pelos adversários, mas também pelos próprios jogadores do Botafogo. Junto com a Greenleaf, responsável por exemplo pelos gramados de Maracanã, Engenhão e Edson Passos, a diretoria alvinegra tentou melhorar as condições: trocou a grama e promoveu uma espécie de "quarentena" em agosto, aproveitando o período em que foram vetados jogos no Rio devido ao deslocamento do policiamento para a cobertura dos Jogos Olímpicos. Só que não adiantou muita coisa. É consenso na federação que, se a parceria for concretizada, novos investimentos serão feitos no campo.


Fonte: GE/Por Thiago Lima/Belo Horizonte