quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Jair desconversa sobre G-6, e diz que meta contra a queda foi alcançada


Treinador afirma que trabalha com objetivos e se mostra feliz por chegar aos 47 pontos após vitória por 1 a 0 diante do Internacional






O discurso se repete a cada triunfo do Botafogo no Brasileiro. Apesar da subida do time na classificação, Jair Ventura se recusa a falar sobre Libertadores. Nem mesmo a vitória diante do Internacional por 1 a 0, nesta quarta-feira, na Arena Botafogo, que colocou o time no G-6, mudou o panorama. O treinador quis enfatizar que a meta de evitar o rebaixamento foi alcançado. Com 47 pontos, em quinto lugar, o Alvinegro não tem chance de cair.


- O primeiro objetivo alcançado, de livrar do rebaixamento. Fico feliz, foi um jogo difícil. O Inter vinha de duas vitórias, mas estou contente com a primeira meta. Trabalho muito com objetivos, e o primeiro foi alcançado. Agora é continuar jogo a jogo tentando levar ao mais alto possível na tabela. O que vier vamos tentando buscar. O Botafogo é muito grande para pensar só em permanecer na Série A - disse Jair.

Jair Ventura orientando o time à beira do campo contra o Inter (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)


Confira outros trechos da entrevista de Jair Ventura:


MAIS ALTO POSSÍVEL É O TÍTULO
- Vou jogo a jogo. Hoje estamos em quinto, se chegar a quarto é mais alto. E assim a gente vai.

HORA DE SECAR OS CONCORRENTES?
- Tem que torcer para ninguém, secar ninguém não. É fazer a nossa parte. Hoje a gente está dentro, amanhã pode estar fora de novo. Não estou preocupado com isso, vamos jogo a jogo.

SASSÁ
- Já estava definido (que começaria no banco). O Sassá ainda não entrou na sua melhor forma física, então a gente achou melhor entrar no decorrer, de maneira gradativa ele vai voltando. (Titular domingo?) Não sei, vamos ver como ele está fisicamente, teve uma lesão importante. O objetivo é pensar nele para todo campeonato, de repente eu o ponho os 90 minutos e perco ele mais três ou quatro jogos. É nosso artilheiro, vamos juntos com o departamento médico, fisiologistas, para termos ele 100%.

SUBSTITUTO DO CARLI

- Meritocracia, quem estiver em melhor momento joga, não tenho preferência por B ou C. Isso valoriza a força do grupo. Hoje jogamos sem o Diogo (Barbosa), o Bruno (Silva). São 11 jogos e tomamos três gols, acho que a segunda melhor defesa levou sete. Então não é fácil, estamos de parabéns. A grande força do Botafogo é o trabalho coletivo.

VAGA NA LIBERTADORES
- Tem que pensar sempre grande, mas nossa realidade não era essa. Um clube da magnitude do Botafogo ficar contente só com escapar do rebaixamento é pouco. Agora é tentar chegar o mais alto possível.

COMO SUPEROU A DESCONFIANÇA

- Falei na preleção hoje, acho que nós não estávamos preocupados com o que as pessoas achavam, com quem dizia que iria cair. Precisávamos mostrar sim para as pessoas que acreditam na gente. Essas que a gente não podia decepcionar. Isso que falei na preleção, lutar pelas pessoas que acreditam na gente.

FORMAÇÃO MAIS OFENSIVA
- A questão do treinador, todo tem um sistema de preferência, mas você não pode implementar se não tem peças. Eu tenho um, não vou revelar, mas tenho. Não posso começar... Em um jogo de baralho, você usa dois coringas de cara, e se precisar ao longo do jogo? Vamos com calma estudar sempre a melhor estratégia. Hoje estamos tendo dificuldade no terço final do campo, colocamos dois externos e conseguimos criar mais. o Inter também veio fechado, dificultou. Vai ser assim até o final. Eles tiveram uma chance com o Vitinho, e nós duas com o Neilton e o Pimpão. Foi um jogo de poucas oportunidades.

TORCIDA
- A torcida deu um show à parte. Jogo tarde, vieram 10 mil, só tenho a agradecer pela força. Não acho ela chata, não, a torcida tem todo direito de cobrar. Sabe da nossa realidade. Contra o Santos jogamos até melhor e saímos com a derrota. Não acho que jogamos mal, jogo foi com poucas oportunidades mesmo.

CARTÕES POR RECLAMAÇÃO
- A gente fala, tem que entender que no calor do jogo é muito complicado. Já estive lá, lance que os dois levaram cartão (Carli), não sei o que aconteceu. Não sou de ficar lamentando ausência, perdemos nosso capitão, mas vamos embora.

QUEDA DE RENDIMENTO DE CAMILO
- É difícil manter uma regularidade em alto nível, mas o Camilo vem ajudando bastante. Trabalho com GPS, ele sempre vem correndo mais, joga para o time. Lógico que para vocês um cara que faz aquele gol de bicicleta, depois aquele contra o Cruzeiro, chama mais atenção. É um cara que joga para a equipe e vem ajudando mesmo sem estar sendo decisivo.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro