segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Volantes no acelerador: sexteto do Bota participa de 1/4 dos gols em 2016


Entre finalizações e assistências, jogadores de marcação alvinegros são diretamente responsáveis por 19 das 74 bolas na rede. Apenas Airton ainda não ajudou no quesito






No futebol, negócio de colocar a bola na rede é especialidade de atacante. Os meias até que foram tomando esse gostinho também; os zagueiros, vira e mexe, deixam a sua marca na bola parada; os laterais dão sempre muitas assistências... Mas e os volantes? Os jogadores que têm a função mais de marcador são tratados como os "patinhos feios" do esporte no Brasil. Quanto mais homens de contenção há no time, mais os seus torcedores reclamam e criticam os seus treinadores. Porém, não é que as coisas no Botafogo têm sido diferentes em 2016?


Bruno Silva e Dudu Cearense: volantes
do Bota estão com a bola toda
(Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)
O torcedor não é muito fã deles, mas dos pés dos seis volantes do elenco profissional, entre finalizações e assistências, saíram 19 dos 74 gols do Botafogo na temporada (pouco mais de 1/4 do total). Bruno Silva já marcou quatro vezes; Lindoso e Fernandes vêm logo atrás com três cada um; e Dudu Cearense e Diérson já fizeram o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. Apenas Airton ainda não desencantou. E o repertório tem sido variado: foram sete finalizações na grande área, um chute de longa distância, duas cabeçadas e dois pênaltis (veja o vídeo acima).


A formação que o Botafogo mais utilizou na temporada é com três volantes. Foi com ela que Ricardo Gomes encontrou o maior equilíbrio tático, e Jair Ventura aperfeiçoou. O atual treinador chegou a implementar uma tática diferente com dois laterais esquerdos, sendo um improvisado como meia, mas retomou a trinca desde a lesão de Diogo Barbosa. Muitos torcedores reclamaram, mas os resultados continuaram a aparecer.


– Fruto da qualidade dos jogadores e da forma de jogar, independentemente da posição. A leitura de jogo, a estratégia da partida, a forma tática também... Isso ajudou muito a equipe – analisou Dudu Cearense, que vem sendo o 12º jogador da equipe e marcou o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG na Arena Botafogo, há uma semana.




Quando o assunto é assistências, apenas três dos seis já mostraram suas veias de garçom. O recordista é Lindoso, com quatro passes para gol, sendo dois para Neilton no Brasileiro, um para Emerson Silva na Copa do Brasil, e outro para Luís Henrique no Carioca. Bruno Silva também já serviu dois companheiros: Leandrinho e Neilton, ambos pela Série A. E Fernandes deu o passe para o primeiro gol de Camilo com a camisa do Botafogo (veja o vídeo acima).

Olha o lançamento! Lindoso é quem
 mais se destaca de volante-garçom
 (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
– Nessa história de três volantes se criou uma fama de time defensivo, a verdade é que não é isso. Pelo contrário, hoje muitos meias estão descendo para jogar como segundo volante, isso prova que os volantes estão tendo muita qualidade para estarem chegando na frente. Nosso caso não é diferente. Claro que a forte marcação acaba ajudando o Camilo ali, a gente dá um suporte para ele, procura enchê-lo de bola porque ele é o armador. Mas também acontece da gente fazer um rodízio quando está muito difícil de entrar na defesa adversária: ele vem mais embaixo buscar a bola, e eu ou o Bruno nos posicionamos mais à frente. Essa formação vem ajudando bastante, temos o papel de tanto defender quanto atacar. Isso vem sendo importante – explicou Lindoso, que lidera o quesito de ajuda ao ataque entre os volantes somando gols e assistências.


Os volantes alvinegros estão com a bola toda e prometem continuar servindo a galera lá da frente, que lidera a artilharia do time em 2016: Sassá é o goleador com 13 gols, seguido de Neilton, com 12. Após dois dias de folga, o elenco do Botafogo se reapresenta na tarde desta segunda-feira, em General Severiano. A equipe de Jair volta a campo no sábado contra o Coritiba, às 18h30 (de Brasília), na Arena, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro