quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Jefferson indica permanência no Bota e exalta clima: "Ambiente diferente"


Goleiro diz que ainda é cedo para falar em 2015 e destaca otimismo do grupo após chegada de nova diretoria




O desentendimento entre Yuri Mamute e Gegê no treino poderia indicar um ambiente pesado por conta da séria ameaça de rebaixamento. Mas ao conceder entrevista coletiva à imprensa, no início da tarde desta quinta-feira, Jefferson usou algumas vezes a palavra leve e confiante para definir o clima após a primeira visita da nova diretoria. O semblante do goleiro também mudou. Ao contrário da clara insatisfação, ele sorriu algumas vezes e adotou um discurso de otimismo em relação à sua permanência em 2015.

Jefferson está otimista para seguir no clube em 2015 e elogiou o ambiente leve no clube (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Jefferson não escondeu que acompanhou com ansiedade as eleições presidenciais da última terça-feira. A vitória do grupo encabeçado por Carlos Eduardo Pereira pode ter sido a senha para a permanência do goleiro na próxima temporada. Haverá, claro, uma renegociação de salário e uma tentativa de composição da dívida com o jogador, que está perto dos R$ 2 milhões. Mas para o camisa 1, o que mais importa no momento é acreditar que a mudança será para melhor.

- Estou muito ligado ao Botafogo e fiquei ansioso com o que poderia acontecer no dia 25. Hoje estão todos esperançosos e otimistas, com um semblante diferente, um ambiente diferente. Claro que não vai ser em uma ou duas semanas que vai resolver o que aconteceu no ano todo. Mas o grupo já está bem solto e sabendo que o foco precisa estar nos dois últimos jogos.

Nas rápidas conversas que teve com integrantes da nova diretoria, Jefferson mostrou estar disposto a ficar no Botafogo, embora tenha recebido sondagens de clubes como Palmeiras e São Paulo. O goleiro deixou claro que o provável rebaixamento não terá influência sobre seu futuro no clube, mas avisou que a discussão sobre 2015 terá início somente ao fim da atual temporada.

- O Botafogo na Série B tem muito mais visibilidade e reconhecimento do que muitos clubes que estão na Série A. Eu disse que daria prioridade para escutar o novo presidente, saber dos planos de carreira e sobre o que ele pensa para o Botafogo. O primeiro encontro foi bom, mas não é o momento de falar de permanência. Ninguém aqui está pensando nisso. O foco é nos dois jogos que faltam. Enquanto há chance, há esperança.

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro