terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ainda sem orçamento para 2015, Bota faz contagem regressiva pelo Ato


Novo vice jurídico do clube aposta que até o fim da semana o TRT terá endossado a volta do Alvinegro ao programa, considerado fundamental para sanear as finanças




Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo
(Foto: Luciano Belford / SSPress (Flickr do Botafogo))
Havia a expectativa no Botafogo de ter uma boa notícia na segunda-feira sobre uma convocação para a discussão da entrada do clube no Ato Trabalhista, o que não aconteceu. Ainda. A previsão do clube, agora, é de que isto aconteça até a próxima sexta-feira. Se tudo correr dentro do planejado, o clube poderá novamente ter acesso a sua receita de 24h a 48h após o parecer final do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Novo vice-presidente jurídico do clube, Domingos Fleury afirmou que a imagem do Botafogo ficou desgastada, mas que aos poucos a credibilidade está sendo reconquistada.

- Acredito que venha a reposta até o final da semana sobre a proposta que o Botafogo apresentou. Houve um desgaste muito grande com a gestão anterior, que foi acusada de desviar recursos do Ato. Tentamos retomar a credibilidade, e isso acho que já conseguimos. Se chegarmos a um acordo, e acho que será favorável, será emitido um parecer para o TRT endosse a volta do clube ao Ato. Não tem prazo, mas acredito que possa acontecer a partir desta quarta. Certo é que a decisão será proferida antes do recesso de fim de ano - afirmou.

O percentual do que ainda será penhorado ainda será decidido pela Justiça de acordo com a receita do Bota. A decisão é importante para o clube poder planejar seu orçamento para 2015, o que ainda não foi possível.

- A proposta que fizemos foi com base nos contratos que se encerram este ano. Não sabemos, por exemplo, se vamos renovar com a Viton 44. Deixamos claro que os valores são uma projeção, já que a única receita certa que nós temos é do televisionamento dos jogos. Nem orçamento para 2015 não temos, estamos dependendo disso - finalizou Fleury.

A diretoria também está de olho em uma receita que poderá ajudar o clube a pagar um mês de salários na carteira de trabalho a funcionários e atletas, por meio de uma ação feita regularmente pelo Sindicato dos Clubes do Rio de Janeiro (Sindeclubes). De acordo com o advogado Henrique Fragoso, o Bota conseguiu verba para pagar apenas uma parte dos funcionários, e está em busca do restante do dinheiro para fechar a folha completa.

Por Fred Huber Rio de Janeiro/GE