domingo, 28 de dezembro de 2014

Alvo do Botafogo, Bruno Rangel confia na reação: "Vai se reerguer"


Centroavante da Chapecoense confirma contato do Alvinegro e fica na expectativa pelo acerto para defender pela primeira vez um grande do Rio de Janeiro



Bruno Rangel pela Chapecoense: atacante negocia com
o Botafogo (Foto: Aguante Comunicação/Chapecoense)
Bruno Rangel está perto do Botafogo. Pelo menos fisicamente. Nascido na cidade de Campos, Norte Fluminense, onde curte as férias de fim de ano, o centroavante acompanha as negociações para a sua contratação pelo Alvinegro e, embora tenha mais um ano de contrato com a Chapecoense, não esconde o interesse de encarar o novo desafio.

Autor de 31 gols na campanha da Chapecoense na Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, Bruno Rangel começou a carreira no Goytacaz, de sua cidade natal, e rodou o Brasil, mas nunca defendeu um grande clube do Rio de Janeiro. Aos 33 anos, ele enxerga com satisfação a possibilidade de atuar pelo Botafogo.

- O Botafogo é grande, e defender um clube como esse é sempre bom. Estou aguardando as conversas, e espero que dê certo. Houve um contato com meu empresário, é ele quem está resolvendo. Mesmo assim, ainda tenho contrato com a Chapecoense - explicou.

Apesar de o fato de atuar no Botafogo o aproximar de sua família, Bruno Rangel sabe que vai encontrar no clube um ambiente muito diferente da Chapecoense. No lugar da euforia de uma torcida por atuar na Série A estará uma torcida que não deve poupar cobranças de uma equipe que sofreu um rebaixamento. Mas o centroavante diz estar preparado para enfrentar a pressão e responder a ela com gols.

- Todo clube tem pressão, mas no Botafogo, por ser de grande torcida, ela é maior. É preciso conviver com isso. Vão haver dificuldades no começo, mas acredito que vai dar certo. O Botafogo é um clube grande e vai se reerguer.

O fato de ter sido artilheiro da Série B de 2013 mostra que Bruno Rangel conhece bem as peculiaridades dessa competição. Bruno Rangel admite que algumas características são peculiares, que devem ser levadas em consideração na preparação da próxima temporada.

- A Série B é um campeonato de mais marcação, sem muitos espaços. Na Série A existem mais espaços, mas com mais qualidades e toques rápidos. Mas de qualquer maneira, a partir do momento em que a bola rola, o mais importante é abraçar a causa - destacou o centroavante.

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro