terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Botafogo só cobrará prefeitura quando Engenhão for totalmente devolvido. Valor pode chegar a R$ 40 milhões



Engenhão: alvo de longa novela envolvendo Botafogo, prefeitura e Consórcio Foto: Luiz Ackermann

O sábado foi quase perfeito para os alvinegros. Retorno ao Engenhão, goleada de 4 a 0 e até lucro em jogo contra um time pequeno (R$ 67.111,12) depois de quase três anos de prejuízo. Mas o que o clube entende que ainda tem a ganhar com o estádio vai muito além. Depois que o tiver 100% em suas mãos, o Alvinegro irá cobrar da prefeitura todo o prejuízo que teve com o fechamento, uma quantia que pode chegar a cifras em torno dos R$ 40 milhões.

Este é o valor que um estudo encomendado pela gestão anterior apontou. Este levantamento, no entanto, ainda será feito pelo atual departamento jurídico. Mas, independentemente do valor, a cobrança irá ocorrer.

— Não há como não cobrar. Se não houver acordo, a cobrança vai ser ajuizada — disse o vice-presidente jurídico do clube, Domingos Fleury.

Causou estranheza o fato de o presidente Carlos Eduardo Pereira ter evitado falar em prejuízos quando o Engenhão foi parcialmente aberto para o clube (a liberação total será concluída em julho). O problema é que, por acordo, os custos com a manutenção ainda são pagos pela prefeitura, já que as obras na cobertura ainda não terminaram. E a diretoria entende que, enquanto o estádio estiver nestas condições, não há sentido em fazer cobranças.

— Vai ser cobrado. Não tem a menor dúvida. Mas não temos como apresentar a conta enquanto a prefeitura não devolver o estádio — acrescentou Fleury.

A tendência é que haja um impasse. Para a prefeitura, o Botafogo não tem direito a indenização. A prorrogação da concessão seria suficiente para o clube reaver o que deixou de arrecadar, raciocínio com o qual o Alvinegro não concorda.

— Não é a mesma coisa. Quando o Engenhão foi fechado, antes da Copa, o mercado estava muito mais aquecido — argumentou Fleury.

Leia mais no Extra/Rafael Oliveira