sexta-feira, 13 de março de 2015

Botafogo se aproxima de recorde, mas tem menor número de sócios do Rio






Após as eleições em novembro, o Botafogo, aos poucos, tenta se reerguer. E esse processo tem se refletido no programa de sócio-torcedor do clube. Prova disso é que o Alvinegro está próximo de quebrar o próprio recorde de 2013, quando tinha Seedorf no elenco e acabara de se classificar para a Libertadores após 18 anos. Mesmo assim, o clube de General Severiano está longe do ideal já que ocupa a última colocação entre os cariocas.

Atualmente o Botafogo tem 11.322 sócios-torcedores e ocupa a 14ª colocação entre os clubes do Brasil. O recorde do Alvinegro foi de 11.991, em 2013. A tendência é que o número seja alcançado ainda nesta semana, de acordo com o crescimento obtido nos últimos dias.

O líder entre os brasileiros é o Internacional, com 130.205 sócios. Seguido por Palmeiras (101.975) e (Corinthians 83.187). Entre os cariocas, o melhor posicionado é o Flamengo, em sétimo, com 54.458. Depois vem o Fluminense, em 11º, com 23.523, e Vasco, em 13º, com 15.843.

O Botafogo minimiza a 14ª colocação no geral e a lanterna entre os clubes do Rio de Janeiro. O motivo é simples. O clube passa por uma reestruturação e a atual situação faz parte do processo. Na verdade, o Alvinegro está é muito satisfeito com as recentes adesões, que já o deixa próximo de quebrar o próprio recorde.

"Isso é fruto do que os jogadores têm demonstrado em campo e a diretoria demonstrado fora dele. A torcida se sente segura em apoiar a equipe pelo o trabalho que tem sido feito no clube. Isso é um reconhecimento. Posso te garantir. Tudo o que fazemos no Botafogo é pensando na torcida. Sem ela não somos nada", disse o presidente Carlos Eduardo Pereira.

Planejando o futuro, o número atual, claro, não é o ideal. O Botafogo quer mais. E explica que isso só não é possível nesse momento por conta de todos os problemas enfrentados nos últimos anos. Principalmente a temporada de 2014, quando o Alvinegro viu os problemas extracampo interferir diretamente no desempenho do time, que terminou rebaixado para a Série B do Brasileirão.

"O ano de 2014 tem um papel fundamental. Foi um ano frustrante porque o clube começou com uma determinada expectativa por disputar a Libertadores. Mas ela era totalmente falsa. O clube já estava praticamente quebrado naquela oportunidade. Com a Libertadores, havia a esperança que não. A pior coisa é colocar esperança e não atender as expectativas. Isso aconteceu em 2014 e afastou o torcedor. Estamos buscando resgatá-los", afirmou o mandatário.

Com torcidas semelhantes, segundo a última pesquisa do Ibope, Fluminense e Botafogo não veem a mesma proximidade quando o assunto é sócio-torcedor. O Tricolor, inclusive, está na frente do Vasco, que tem muito mais torcedor que o rival. O presidente do Alvinegro tem uma explicação para esta curiosa situação.

"O Fluminense vem de um longo período com o apoio de um patrocinador forte. Fazendo contratações de peso como Fred e Conca e os mantendo no elenco por alguns anos. O Botafogo vive realidade diferente. Temos um plantel que é o possível. A torcida está vendo que é de muito empenho, dedicação e entrega. Penso apenas no Botafogo, pois podemos ir muito mais longe", concluiu.

Bernardo Gentile/UOL