sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ricardo Gomes admite preocupação com mudanças forçadas no Botafogo


Sem pelo menos três titulares contra o Vitória, técnico reconhece que, neste sábado, no Barradão, time vai mudar maneira de jogar




A goleada sobre o Atlético-GO abriu uma perspectiva de otimismo para o Botafogo. Mas o fato de enfrentar o vice-líder Vitória com pelo menos três desfalques mudou o panorama. Na véspera da partida, no Barradão, Ricardo Gomes não escondeu a decepção com a impossibilidade de repetir a formação que iniciou na última rodada, o que vai contra a busca por um padrão que dê ao Alvinegro a sonhada estabilidade até o fim da Série B.

Ricardo Gomes conversa com Willian Arão e Roger Carvalho no treino desta sexta (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Carleto, Daniel Carvalho e Neilton estão vetados pelo departamento médico, todos com lesões musculares. Elvis viaja para Salvador nesta sexta-feira, mas ainda é dúvida por causa de dor na coxa direita. Dessa forma, o treinador sabe que inevitavelmente o Botafogo será diferente daquele que venceu por 4 a 0 na última terça-feira, em casa.

- O Vitória tem um bom time, e o jogo vai ser dificílimo. Nossa equipe está muito mudada, e por isso fico um pouco preocupado. Quem entra faz mudar a forma de o time jogar, já que os atletas não têm a mesma característica. Queremos dar ao Botafogo uma forma de jogar e quando você muda diminui a chance de sucesso. Mas por vezes, as coisas dão certo quando você não espera. Então vamos ver - observou.

Ricardo Gomes não disse quais serão os substitutos. O treinador, que fechou a atividade tática à imprensa, destacou a importância de um bom resultado sobre um adversário direto na disputa do título, embora tenha evitado criar um clima de decisão. Ele descartou que uma segunda vitória consecutiva sirva como uma resposta após as críticas sofridas depois de duas derrotas seguidas pela primeira vez na competição.

- Não temos que dar resposta, temos que trabalhar bem. É um jogo importante por ser um adversário direto, mas são os mesmos três pontos do jogo contra o Atlético. A vitória deu uma aliviada, depois de começarmos a partida fora do G-4. Não tem nada definido no campeonato, então temos que aumentar nossa diferença, que é mínima. É muito cedo para falar em resposta. Aliás, ela tem que ser para nós mesmos, e não para os outros.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE