quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Com obras previstas para novembro, Bota busca receitas para Caio Martins


Estádio de Niterói passa por fase de elaboração de projetos. Parte da exploração comercial inclui placas de publicidade, acordos com bares e até "naming rights"





Obras nas arquibancadas do Caio Martins devem
 iniciar em novembro (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O primeiro passo foi dado, ao ter o interesse em revitalizar e voltar a utilizá-lo. O segundo, da mesma forma, ao selar o acordo com a prefeitura da cidade. Agora, o Botafogo começa a vislumbrar de forma mais nítida o Caio Martins para o ano de 2016. As primeiras reformas já foram realizadas, de gramado, vestiários e refeitórios, visando as categorias de base. Faltam as mais importantes, de ampliação da capacidade de torcedores, com remodelação das arquibancadas, olhando para o time profissional e o Campeonato Carioca. Essas obras estão previstas para terem início em novembro, uma vez que o clube ainda está na fase de elaboração de projetos do estádio.


- (As obras) ainda não iniciaram pois estamos desenvolvendo os projetos, adaptando-os à legislação da cidade de Niterói. Difícil marcar prazo pois depende de aprovações e, principalmente, de um escalonamento no local e da busca de patrocinadores. Porque o que estamos trabalhando é a recuperação da atual estrutura, que já existe lá pronta, os dois lances de arquibancadas, e preparando os outros projetos. Mas essas recuperações estruturais devem começar mais em breve, acredito que ao longo do próximo mês de novembro já poderemos iniciar alguma coisa - explica o presidente Carlos Eduardo Pereira.


O Botafogo trabalha com data máxima para o término das obras o início do Campeonato Carioca. A estreia do Alvinegro como mandante será na segunda rodada, contra a Portuguesa, no dia 3 ou 4 de fevereiro. A utilização do Caio Martins por parte do time se dá pela necessidade da entrega do Nilton Santos ao Comitê Olímpico Internacional para os Jogos de 2016.

Botafogo busca patrocinadores para as obras e para sua utilização no Carioca (Foto: Vitor Silva / SSPress)

Aliado à revitalização do estádio para uso da equipe profissional está a busca por receitas. Como ganhar dinheiro com o Caio Martins? O Botafogo pretende que seja por meio de placas de publicidade, acordo com marcas de bebidas e comidas para venda exclusiva, negociação dos bares e até um "naming rights" (direitos de nome). O departamento comercial está finalizando uma maquete digital do estádio, onde será possível aos patrocinadores visualizaram o espaço após as reformas.

Estamos fazendo uma maquete digital do estádio, com todo o projeto, para que possamos apresentar aos futuros patrocinadores e tentar, quem sabe, até negociar um naming rights".
Klay Salgado, diretor comercial do Bota


- Estamos fechando esses planos comerciais. Estamos fazendo uma maquete digital do estádio, com todo o projeto, para que possamos apresentar aos futuros patrocinadores e tentar, quem sabe, até negociar um "naming rights". Placas de publicidade, marcas de cerveja e comida, bares pelo estádio, empresas de fast food... Toda a parte comercial do estádio vamos começar a tratar já a partir desta semana, quando estivermos com o projeto todo pronto - conta o diretor comercial Klay Salgado


O Botafogo também espera poder lucrar com a venda de cerveja. A comercialização foi aprovada em votação pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 23 de setembro. Desde então, o governador Luiz Fernando Pezão tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida, o que ainda não ocorreu. Mas o Alvinegro está confiante.


- Tem também o ponto da liberação da venda de cerveja em estádios de futebol, que deve ser assinado pelo governador esta semana. Depois de assinado, vamos começar já a trabalhar forte nisso para transformar isso em uma fonte forte de arrecadação para o Botafogo ano que vem - completa Salgado.


Enquanto isso, a equipe segue trabalhando no Nilton Santos. Nesta quarta, treina pela manhã novamente em preparação ao jogo de sábado, contra o Bragantino, pela 31ª rodada da Série B.

Por Jessica Mello Rio de Janeiro/GE