quarta-feira, 20 de abril de 2016

Bota se volta a mercado interno e abre mão de investidas no dia final da janela


Antes prioridade, gringos ficam em segundo plano, e clube desiste de buscar reforços de outros países até junho. Única negociação de fora que continua é com Júnior Dutra





Negociação com Júnior Dutra continua mesmo com o
fechamento da janela no Brasil (Foto: Getty Images)
Outrora prioridade, por conta dos valores mais baixos envolvidos nas negociações, o mercado sul-americano perdeu força recentemente em General Severiano. O Botafogo contratou quatro gringos de países vizinhos: o uruguaio Juan Salgueiro, os argentinos Joel Carli e Gervasio "Yaca" Núñez" e o boliviano Damián Lizio - mas só os dois primeiros vingaram até agora. Depois de chegar até a pedir à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para aumentar o limite de estrangeiros por equipe no Campeonato Carioca para cinco, o Botafogo mudou os planos. Tanto que abriu mão de fazer novas investidas no último dia da janela de transferências internacionais no Brasil, que fecha na noite desta quarta-feira. Com isso, possibilidades de reforços de fora somente na segunda e última janela da temporada, que estará aberta entre 20 de junho e 19 de julho.


Já há algum tempo, o Botafogo se voltou para o mercado interno. O foco é buscar jogadores que se destacaram por equipes de menor expressão no cenário nacional, foi assim que buscou seus dois reforços até o momento para o Campeonato Brasileiro: o meia Marquinho, de 26 anos, do Macaé, e o atacante Anderson Aquino, de 29, que estava no Linense e é aguardado em General Severiano nesta quarta-feira para exames médicos. Ambos chegam de graça, após encerrarem seus contratos, e com salários considerados baixos. O clube tentou também o meia Leandro Aguiar, que disputou o estadual pelo América e foi negociado com a Tombense, além do lateral-esquerdo Marquinhos Pedroso, mas o Figueirense não aceitou a proposta alvinegra.


Mas para buscar uma referência para o time e dividir a liderança e responsabilidade com Jefferson, o Botafogo está disposto a abrir os cofres e arcar com salários mais altos de nomes já consagrados. O nome da vez era o de Alex, de 34 anos e que atualmente está na reserva do Internacional. Os clubes se acertaram nos bastidores, mas a negociação esfriou por causa da família do meia, que está acomodada em Porto Alegre e não vê com bons olhos uma mudança para o Rio de Janeiro. O presidente Carlos Eduardo Pereira, porém, ainda não desistiu do negócio e tenta seduzir o atleta. O GloboEsporte.com apurou que o empresário do jogador, Luis Carlini, esteve na capital carioca na última segunda-feira para conversar com a diretoria, mas o cenário passado por ele foi o mesmo, e o encontro não representou nenhuma evolução do caso.


Botafogo mantém diálogo e não desistiu de convencer
 Alex e sua família (Foto: Alexandre Lops/Internacional)
O Botafogo busca no mercado um lateral-esquerdo, um outro meia e um centroavante considerado "cascudo" para dividir a responsabilidade com os garotos Luís Henrique e Ribamar, de 18 anos. O homem-gol é a prioridade da diretoria, mas a escassez de camisas 9 no Brasil fez a busca se estender para outros países durante esta janela. Entre dezembro e janeiro, o clube tentou o argentino Hernán Barcos, que estava no Tianjin Teda, da China, mas foi para o Sporting, de Portugal; o chileno Gustavo Canales, da Universidad de Chile, que não liberou o jogador; e o paraguaio Jorge Ortega, com quem chegou a ter tudo acertado, mas desistiu do reforço, que na época pertencia ao Sportivo Luqueño e atualmente está no Coritiba. Henrique Dourado, em fim de contrato com o Vitória de Guimarães, de Portugal, chegou a ser sondado, mas seu empresário avisou que há o interesse de grandes clubes do país e ele vai seguir na Europa.


Outros nomes buscados pelo Alvinegro nesta janela foram Pedro Larrea, volante equatoriano do El Nacional, do Equador, e Emiliano Vecchio, meia argentino atualmente no Qatar SC, do Catar. A única negociação que continua de um jogador que estava fora do país é a de Júnior Dutra. Como o atacante de 27 anos rescindiu seu contrato com o Al Arabi, do Catar, enquanto a janela ainda estava aberta, um acerto independe do fechamento do período de transferências. Porém, clube e empresário entendem ser necessário pedir um documento de liberação na Fifa para evitar problemas judiciais com os árabes, pois o atleta rompeu o seu vínculo na Justiça local alegando salários atrasados. Outra pendência é em relação ao investimento. A pedida de luvas e comissão foi considerada alta e assustou a diretoria, mas o agente fez uma contraproposta e aguarda uma resposta do vice-presidente de futebol alvinegro, Antônio Carlos Azeredo, o Cacá, que se ausentou da função por alguns dias para resolver outros assuntos em Portugal.

Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro