segunda-feira, 16 de maio de 2016

Após estreia, Aquino espera chance e diz: "Gosto de jogar mais centralizado"


Atacante joga 27 minutos contra o São Paulo e lamenta derrota, mas elogia sua participação, explica posicionamento e não teme forte concorrência em seu setor




Não foi a estreia dos sonhos, mas Anderson Aquino enfim conseguiu jogar pelo Botafogo depois de três semanas treinando em General Severiano. O atacante começou no banco e foi a última alteração feita pelo técnico Ricardo Gomes: substituiu Leandrinho e atuou por 27 minutos na derrota por 1 a 0 para o São Paulo, no último domingo no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Entrou no segundo tempo com a missão de tentar levar o time ao empate, o que não foi possível. Ele finalizou uma vez (veja no vídeo acima) e lamentou o resultado, mas também encontrou motivos para se alegrar. Afinal, voltou a disputar uma Série A de Campeonato Brasileiro depois de dois anos. E agora já pensa na próxima oportunidade que terá para entrar em campo.


- Para uma estreia o resultado foi ruim, não era esperado, estou bem chateado. Por outro lado estou feliz por ter estreado, consegui me movimentar bem pelo pouco tempo que tive em campo procurei fazer ao máximo o que o Ricardo pediu. Descansar agora, quinta-feira torcer para o pessoal na Copa do Brasil, depois domingo tentar vencer para se recuperar na competição - afirmou o atacante, de 30 anos, e que não pode defender o Botafogo na Copa do Brasil porque já disputou o torneio desta temporada pelo Linense, seu ex-clube.


Anderson Aquino jogou 27 minutos e deu um chute em sua estreia pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


A primeira oportunidade com a camisa alvinegra, porém, foi em uma função diferente da que gosta de fazer. Como já tinha dois atacantes em campo, Ricardo Gomes escalou Aquino mais recuado, chegando de trás. O reforço espera ter chance agora em sua posição de origem, mas se colocou à disposição para outras atribuições sempre que Ricardo Gomes precisar.

A gente precisava atacar mais, como já tinha o Sassá e o Ribamar mais centralizado, eu fiz esse papel vindo de trás, mais aberto pela esquerda. Eu gosto de jogar mais centralizado, de segundo atacante mesmo, mas às vezes o jogo pede isso, e eu procurei ajudar na função que ele pediu"
Anderson Aquino, atacante do Botafogo


- As circunstâncias do jogo pediram isso. A gente precisava atacar mais, como já tinha o Sassá e o Ribamar mais centralizado, eu fiz esse papel vindo de trás, mais aberto pela esquerda. Eu gosto de jogar mais centralizado, de segundo atacante mesmo, mas às vezes o jogo pede isso, e eu procurei ajudar na função que ele pediu que eu exercesse.


Jogar como segundo atacante no Botafogo, porém, significa ter trabalho. A vaga é atualmente a que tem o maior número de candidatos: cinco. Além de Aquino, há como opção Geovane Maranhão - que ainda não estreou -, Neilton, Salgueiro - que é meia de origem, mas vem atuando mais avançado -, e Rodrigo Pimpão - anunciado como reforço alvinegro na última sexta-feira e que só poderá jogar a partir da 10ª rodada do Brasileiro, quando a janela internacional reabrir. O estreante da semana, por sua vez, garante não temer a forte concorrência e a enxerga como um fator positivo.


- Quem tem a ganhar é o Botafogo tendo mais opções. É um campeonato difícil, precisa de um elenco forte. Tem muitas situações de suspensão, às vezes o treinador quer trocar o esquema para jogar com três atacantes... Vai ser uma disputa sadia e vai jogar quem estiver melhor.


Com a derrota, o Botafogo terminou a primeira rodada zerado e em 14º lugar na tabela, empatado com América-MG, Santos, Sport e Cruzeiro. Precisando recuperar os pontos perdidos, o Alvinegro volta a campo pelo Brasileiro no próximo domingo para enfrentar o Sport, às 18h30 (de Brasília), na Ilha do Retiro. Antes, porém, o time de Ricardo Gomes tem pela frente o jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil contra o Juazeirense, quinta-feira, às 21h30, em Los Lários - por ter vencido o primeiro duelo, por 2 a 1, a equipe joga pelo empate para se classificar.


Fonte: GE/Por Thiago Lima/Volta Redonda, RJ