terça-feira, 26 de julho de 2016

Sem saída, Aquino ganha segunda chance por recomeço no Botafogo


Após ser liberado para procurar outro clube e ficar um mês na geladeira, atacante se entende com diretoria e comissão técnica e volta a ser relacionado para as partidas



Aquino na Arena Condá: atacante
 reapareceu no banco de reservas
após um mês (Foto: Reprodução)
Anderson Aquino andava sumido no Botafogo. Um dos nove reforços contratados para o segundo semestre, o atacante fez sua última partida pelo Alvinegro no dia 22 de junho, no empate por 0 a 0 com o Figueirense em Juiz de Fora (MG). Na época, virou alvo de protestos de torcedores na volta do time ao hotel e se revoltou. A atitude desagradou a diretoria, que encostou o jogador e o liberou para procurar outros clubes. Após um mês na geladeira e sem propostas, ele se entendeu internamente e voltou a ser relacionado para a partida contra a Chapecoense no último domingo, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Mas, por enquanto, o ressurgimento foi só no banco de reservas.


Adaptado ao Rio de Janeiro, Aquino comentou com pessoas próximas que está disposto a esquecer o que passou e recomeçar no clube. O atacante, de 29 anos, chegou ao Botafogo em abril e disputou apenas seis partidas, sendo quatro como titular, sem conseguir balançar a rede. Para voltar a jogar, ele terá maior concorrência do que antes: apesar da venda de Ribamar para o TSV Munique 1860, da Alemanha, chegaram ao Botafogo Rodrigo Pimpão e Gustavo Canales, além de Vinicius Tanque ter sido reintegrado ao elenco.


Aquino chegou a receber sondagens, mas não houve proposta principalmente porque uma regra da Fifa impede que negocie com outro clube que dispute competições nacionais. Segundo o parágrafo 3 do artigo 5 do Regulamento de Transferências da entidade que comanda o futebol mundial, um atleta tem o limite de atuar em dois clubes durante uma mesma temporada, o que já foi atingido pelo jogador no Linense-SP e no próprio Botafogo. Para a Fifa, temporada "é o período iniciado com a primeira partida oficial do campeonato nacional relevante, com o término na última partida deste mesmo campeonato". Ou seja, se o atacante tivesse disputado apenas o Campeonato Paulista pelo Linense e não a Copa do Brasil, ainda poderia se transferir.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro