terça-feira, 25 de outubro de 2016

Bota abre negociações com Cruzeiro. "Vendo o que pode fazer", diz Neilton


Atacante ainda tem mais um ano de contrato em Minas, mas Alvinegro tenta cartada e procura empresário do jogador, que não esconde desejo: "Espero que dê tudo certo"



Neilton é o jogador que mais entrou em campo
 pelo Botafogo em 2016: 49 partidas
(Foto: Marcelo Baltar)
O Botafogo quer ficar com Neilton para disputar a Libertadores em 2017. A diretoria já procurou o empresário do jogador, Hamilton Bernard, para abrir negociações com o Cruzeiro, clube onde o atacante tem mais um ano de contrato. A multa rescisória é alta, mas valores não foram revelados, e a Raposa não aceitaria um novo empréstimo para não perder o atleta de graça ao fim do vínculo. A negociação é considerada difícil, mas não impossível.


Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, Neilton admitiu que os contatos entre as diretoria já começaram. E o atacante não esconde qual é o seu desejo.


– Já está sendo conversado. Prioridade é do Botafogo, está vendo o que pode fazer para me manter. Espero que dê tudo certo e eu fique. É inexplicável. A minha felicidade fala tudo. Passei momentos de dificuldades. Aqui no Botafogo reencontrei minha felicidade, meu futebol e espero dar continuidade a esse trabalho.


Neilton faz parte da base do time que o Botafogo quer manter para a Libertadores. A classificação ainda não está garantida, mas faltando seis rodadas as chances são boas: segundo o matemático Tristão Garcia, há 88% de probabilidade de terminar no G-6. E o atacante sonha alto com o principal torneio da América do Sul.


– Penso em levar o Botafogo o mais longe possível na Libertadores, quem sabe brigar pelo título? O Botafogo é um clube grande e tem que brigar por coisas boas.


Ao lado de Bruno Silva, Neilton é o jogador que mais entrou em campo pelo Botafogo em 2016: foram 49 partidas. Ao todo, o atacante que chegou a General Severiano no meio do ano passado tem 67 jogos e 18 gols pelo clube, onde pela primeira vez na carreira teve uma maior sequência.


Fonte: Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro