quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Jair lamenta derrota para Chape, mas ressalta: "Não mexe na classificação"


Técnico reconhece que revés em casa foi ruim, mas destaca gordura adquirida na briga por vaga na Libertadores e pede reação contra o Palmeiras




Jair Ventura Botafogo (Foto: André Durão)
A derrota em casa por 2 a 0 para a Chapecoense encerrou a série invicta de sete jogos, mas não mudou a colocação do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, a equipe segue na quinta colocação, próxima da classificação para a Libertadores. Para o técnico Jair Ventura, é hora de levantar a cabeça, não se abater e pensar na partida contra o Palmeiras, no domingo, em São Paulo.

- Estávamos invictos há sete jogos, não tem hora boa para perder. É sempre ruim, mas agora com final do campeonato os jogos vão ficando mais dramáticos, muito mais difícil para todas as equipes. Bom que conseguimos uma gordura, e não mexe na zona de classificação. Agora vamos trabalhar para encarar o líder - disse o treinador, após a partida.

Sobre o jogo, Jair Ventura elogiou a Chapecoense e disse que o adversário mereceu a vitória nessa quarta-feira.

- Aconteceu que a Chapecoense veio dentro de uma estratégia e foi muito feliz. A gente trabalhou ontem só bola parada, sabíamos da força da equipe deles. Conseguiram gol na bola parada, não é desculpa, é mérito deles. O Botafogo tentou, foi para cima, botou mais um meia, mas acabamos levando o segundo em contra-ataque. Resultado ruim jogando em casa dentro das nossas pretensões. Mérito da Chapecoense hoje.





Outros trechos

JOGO COM PALMEIRAS
Dificílimo, eles brigam pelo título, mas o Botafogo já mostrou força jogando contra grandes equipes também. Palmeiras vai buscar o gol o tempo todo, acaba criando espaço para a gente. De repente vão ter até mais chances de gol, não que não criamos hoje, tivemos mais posse, mas não vou usar como desculpa.

ALERTA LIGADO COM JEJUM DE GOLS?Já está desde o primeiro jogo que não conseguimos fazer o gol. Não tem hora boa para perder, agora na parte final bom que conseguimos uma gordura, não mexe na zona de classificação. Agora é trabalhar e encarar o líder. Agora a situação inverte, o time deles que vai jogar para cima, vai dar espaço para a gente. Ganha sempre quem é o mais eficiente, não quem tem mais posse. Já ganhamos jogos não jogando tão bem e já perdemos jogando melhor.

PESA O EMOCIONAL?
O emocional está tranquilo. Tem máximas no futebol que são verdades, quando o Camilo chutou aquela bola que bateu na trave, no chão e não entrou sabia que não era nosso dia. Mas não é desculpa, vamos buscar um grande jogo com Palmeiras lá.

QUEBRA DA INVENCIBILIDADE
O que era sete passa a ser três sem vencer. A gente convive bem com isso, sabe das nossas responsabilidades. Vamos buscar outra fase de vitórias, que são importantes para as nossas pretensões no campeonato. A gente queria ganhar, mas todos os times que estão tentando vencer em casa nem sempre conseguem. Temos feitos bons jogos fora, pensar para a frente, trabalhar e tentar fazer um grande jogo lá. A Chapecoense veio numa situação mais leve, pensando na semifinal da Sul-Americana, méritos deles, parabéns para o Caio (Júnior, técnico da Chapecoense).

FINALIZAÇÕES
A gente treina finalização, mas tem que ser mais eficiente, mais frio no terço final do campo. Somos muito competitivo, mas no segundo terço tem que ser um gelo, frio. Tivemos chances: Pimpão chutou, goleiro fez boas defesas, bola na trave...

BOLA AÉREA
Mesmo com o Vinícius (Tanque) a gente iria levar desvantagem nessa jogada aérea. Fizemos um treino só de bola parada ontem, mas vocês descobriram. Se pegar os números da Chapecoense, eles sofreram muitos gols na área de cruzamentos pelo alto. Apensar da boa estatura da defesa, têm um pouco de dificuldade. Nossa estratégia era a bola no chão, jogamos sem esse 9 específico.

SITUAÇÃO DE JEFFERSON

Fiquei sabendo agora por alto, estava concentrado hoje e sempre peço que não incomodem muito, só com situações do jogo. Não sei como vai ser, o que foi.

SE TIVESSE BRUNO SILVA?
Nós iríamos começar com três volantes, situação que estamos treinando. Tinha uma variação com o Diogo (Barbosa), mas pela sequência, falta de ritmo. Quando se reinventa e dá certo, mérito do treinador. Hoje a gente tentou e não deu certo.

TRÊS VOLANTES CONTRA O PALMEIRAS?

Vou estudar ainda, observar melhor o Palmeiras. Estava vendo muito jogos da Chapecoense, agora é virar a chave e buscar uma estratégia. Mas não necessariamente com três volantes, vamos ver.


Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro