sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ainda sem previsão, Engenhão trava planejamento da nova gestão do Botafogo






O ano de 2015 já começou para o Botafogo, por ordem do novo presidente, Carlos Eduardo Pereira, mas há um entrave no planejamento: o Engenhão. Não saber ao certo quando poderá voltar a usar o estádio, interditado desde março de 2013, atrapalha no relacionamento com o torcedor, uma área sensível para a geração de receitas e para a criação de ações de marketing.

- Tenho a esperança de poder usar o Engenhão no Carioca, mas dependo da informação precisa da empresa responsável para montar o planejamento. Preciso de números e datas oficiais, senão não consigo nem pensar em expectativas – diz Márcio Padilha, vice-presidente de comunicação e social que acaba de chegar ao clube, em contato por telefone com o blog enquanto caminhava pelo estádio – Não sou engenheiro, nem arquiteto, mas ainda vejo muitas máquinas aqui. Ainda há muito por fazer.

O dirigente, que no segundo mandato do ex-presidente Maurício Assumpção ocupou o cargo de diretor de marketing, tem feito reuniões para entender a situação do clube. Na sexta-feira passada, encontrou-se com Ayrton Mandarino, ex-diretor comercial, para assumir negociações com Viton 44 e Puma que eram encabeçadas por ele. Nesta semana, reuniu-se com executivos da CSM, parceira do Botafogo na gestão do sócio-torcedor que tem contrato até 2018, para saber da situação do programa.

- Estou tomando ciência dos contratos, e a partir disso vamos fazer o planejamento. Entramos de sopetão, sem fazer uma transição, então ainda temos muita informação para conseguir e pouco a dizer – conta.

Não ter o Engenhão trava certos movimentos do clube. Não é possível vender um pacote de ingressos para toda a temporada, a definição dos preços das entradas é prejudicada, e não dá para relançar ou ajustar planos de associação antes de saber quando o estádio estará disponível, uma vez que o principal atrativo para o sócio-torcedor é o desconto no tíquete.


Lembrando que receitas comerciais, como venda de naming rights, camarotes e espaços para empresas, ainda vão levar mais tempo para começar a entrar no caixa do Botafogo.

DINHEIRO EM JOGO