sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Bota nega penhora e se diz incapaz de cumprir exigência de patrocinador


Presidente Carlos Eduardo Pereira afirma que clube não pode interferir em imbróglio de empresa e diz que não vai desistir de lutar no caso Daniel




Carlos Eduardo Pereira explicou situação envolvendo renovação
 com patrocinador (Foto: Luciano Belford/SSPress)
Botafogo e Viton 44 chegaram a anunciar a renovação do contrato de patrocínio em dezembro do ano passado. Mas a falta de discordância entre as partes fez o contrato ainda não ser assinado. Depois de Neville Proa, presidente da empresa de bebidas, afirmar que o vínculo não será formalizado até que o clube esteja livre de penhoras, o presidente alvinegro Carlos Eduardo Pereira fez questão de esclarecer a situação. Segundo ele, os novos contratos do Botafogo estão livres de questões judiciais.

Ainda de acordo com Carlos Eduardo Pereira, a assinatura do contrato de patrocínio - válido por um ano e estimado em R$ 9 milhões - ainda não foi assinado porque o Botafogo não tem condição de cumprir uma exigência da Viton 44, que estamparia a marca Guaraviton no peito do uniforme alvinegro.

- O problema judicial ocorreu na gestão do Maurício Assumpção e do Neville Proa. O ex-presidente do Botafogo descontou o patrocínio, recebendo de uma vez o valor anual por meio de um banco, já que o dinheiro estava penhorado. A Viton, ao fazer esse pagamento, depositou o valor em juízo e, como o banco não recebeu de volta o valor que havia adiantado, acionou a Viton na Justiça. Agora, o advogado da empresa de bebidas quer do Botafogo a garantia de que o banco não vai acioná-la novamente. Mas o clube não pode dar uma garantia que cabe a terceiros. Nós não temos como interferir nisso. Por esse motivo o contrato não foi assinado - explicou.

Carlos Eduardo Pereira voltou a destacar que o Botafogo não está mais sujeito a penhoras. Dessa forma, o clube poderá utilizar os recursos de futuros patrocínios e cotas de transmissão da televisão a partir do momento que acordos forem firmados e que a readmissão no Ato Trabalhista for consumada.

O advogado da empresa de bebidas quer do Botafogo a garantia de que o banco não vai acioná-la novamente. Mas o clube não pode dar uma garantia que cabe a terceiros. Nós não temos como interferir nisso. Por esse motivo o contrato não foi assinado
Carlos Eduardo Pereira

- Não existem novas penhoras. Tanto é que estamos perto de conseguir desbloquear recursos da TV. Em relação a outras penhoras, estamos negociando. Posso garantir que não vamos descontar de uma vez o contrato de patrocínio. Ele será pago mês a mês. Há uma conta disponível para receber a nossa parte, então não existe dificuldade nesse sentido. Não há nada a acertar com a Justiça nesse aspecto - frisou.

Sem acordo no caso Daniel/Luis Ricardo


O presidente do Botafogo também foi enfático ao falar sobre o caso Luis Ricardo. O lateral-direito vem treinando no clube, com quem tem um acordo. Mas a liberação dos documentos depende do São Paulo. O Tricolor recentemente contratou o meia Daniel, que conseguiu na Justiça o rompimento de seu contrato com o Alvinegro por conta de atraso de salários.

- No caso do Daniel, mesmo que tenha havido ruptura de contrato por falta de pagamento, o Botafogo não pode ser penalizado três vezes: perde o jogador, fica com a dívida e perde os direitos econômicos do atleta. Notificamos o São Paulo, assim como fizemos com Palmeiras, no caso do Gabriel, e Botafogo de Ribeirão Preto, no caso do Andrey. O Botafogo vai se defender e lutar por seus direitos. Se o São Paulo quiser condicionar a vinda do Luis Ricardo a alguma coisa, acabou o negócio, o jogador volta sem problema algum. O Botafogo não abre mão de seus direitos, isso é definitivo. Acabou o tempo da passividade - afirmou.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE