sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Após 20 mil ingressos vendidos, Bota tenta deixar euforia para torcida


Ricardo Gomes afirma que presença em massa contra o Paysandu dá ânimo, mas ressalta necessidade de evitar ansiedade





Ricardo Gomes crava: "Não pode ter ansiedade"
(Foto: gustavo rotstein)
A torcida mostrou mobilização e, ao fim da manhã desta sexta-feira, o Botafogo divulgou a parcial de 20 mil ingressos vendidos para o jogo contra o Paysandu, domingo, às 11h, pela Série B do Campeonato Brasileiro. A carga total colocada à venda foi de pouco mais de 25 mil bilhetes.


Caso os ingressos não se esgotem nesta sexta, é possível que o Botafogo libere a entrada de torcedores no treinamento da equipe no Estádio Nilton Santos para aqueles que comprem bilhetes no sábado. No entanto, a diretoria ainda não confirmou se isso realmente vai ocorrer, já que depende da procura ao longo do dia.


Dentro de campo, o Botafogo se mostra satisfeito com a presença do público – que será o maior em jogos em casa nesta Série B –, mas tenta fazer com que isso seja absorvido de maneira positiva. O técnico Ricardo Gomes sabe que estádio lotado também representa cobrança, mas deixa claro que o grupo precisa saber lidar com isso.


- O Botafogo é um grande clube, independentemente do momento ou da divisão. A torcida quer a recuperação, e uma vitória fora de casa dá ânimo para a torcida. O plano é vencer sempre, dentro ou fora de casa. Se o time jogar bem, o torcedor vem atrás. Se não jogar bem, não adianta porque o torcedor não vai acreditar. Futebol é assim - disse.


Outra preocupação de Ricardo Gomes é não fazer com que a euforia da torcida no domingo não seja recebida como ansiedade pelos jogadores.


- Não pode ter ansiedade. Tem que ter raça e qualidade. Ansiedade leva o jogador a ficar perdido em campo - observou.


Enquanto isso, o treinador faz os últimos ajustes na equipe. Luis Ricardo volta à lateral direita após cumprir suspensão e Luis Henrique substitui Navarro, machucado. A única dúvida é no meio-campo: Diego Jardel ou Elvis.


- Gostei muito do Elvis contra o América-MG, mas ele passou um tempo fora do trabalho (por lesão), e isso tem um custo. Vamos avaliar para decidir da melhor maneira. Hoje ainda não tenho o time - explicou Ricardo Gomes.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE