quarta-feira, 28 de junho de 2017

Luis Ricardo esbanja confiança no retorno aos gramados: "Voltarei ainda melhor"


Após 10 meses afastado por conta de fratura no tornozelo, lateral foi relacionado contra o Avaí, mas não jogou. Ele revela que cuidar da cabeça foi o pior nesse período e acredita aguentar 45 minutos





Luis Ricardo foi relacionado contra o Avaí (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


Quase dez meses após fraturar o tornozelo, Luis Ricardo reapareceu. Ele ainda não entrou em campo, mas só o fato de ter sido relacionado e ter ficado no banco contra o Avaí, já é motivo de comemoração. Afinal, após duas cirurgias, o lateral está muito próximo de voltar a fazer o que mais gosta: jogar futebol.


Cabe agora a Jair Ventura e à comissão técnica a decisão de quando. O jogador já se sente apto a aguentar, ao menos, 45 minutos. Como Arnaldo não está inscrito na Copa do Brasil, o aproveitamento de Luis, nesta quinta, contra o Atlético-MG, é uma opção. No entanto, o próprio jogador acredita ser um risco retornar como titular em um jogo decisivo. Mas se coloca à disposição para ajudar.


Em bate-papo com o GloboEsporte.com, Luis Ricardo revelou que o mais difícil desses dez meses fora foi controlar a cabeça, reconheceu ter sido complicado acompanhar a Libertadores de fora e afirmou: “Voltarei ainda melhor”.


Como foi voltar a ser relacionado, concentrar e vivenciar a rotina de jogador?

Foram longos dez meses. Voltar a concentrar e fazer aquilo que já não fazia há muito tempo foi motivo de muita alegria. É claro que gostaria que o retorno fosse com a vitória, mas só de ter participado, ter convivido no vestiário, ter a possiblidade de poder jogar, fico bastante feliz. Agora é dar continuidade. É claro que falta ainda para eu estar 100%, mas o Jair tem me dado total condições nos treinos para que isso aconteça o mais rápido o possível.


Hoje você tem condições de jogar quanto tempo?
Acredito que dá para aguentar um tempo, 45 minutos. Não dá para falar ao certo, depende muito do jogo. Mas estou com o gostinho de jogar, e tenho certeza que a comissão técnica está estudando isso. Quero ajudar.



O Arnaldo não está inscrito na Copa do Brasil. Já dá para iniciar contra o Atlético-MG, na quinta?

Tem essa possiblidade, mas a gente entende que seria precoce em um jogo tão decisivo começar com um jogador que não joga há tanto tempo. Por que não me preservar um pouco? Tem o Emerson Santos, que vem fazendo essa função. Nossa comissão técnica é muito sabia nesse sentido. Se me perguntarem se eu quero jogar, certamente eu gostaria. Mas volto a frisar que seria precoce, até por não jogar um jogo oficial, ainda mais dessa grandeza, há muito tempo. Estou aguardando a minha oportunidade.


O que foi mais difícil nesses quase 10 meses fora? Chegou a temer não voltar?
O mais difícil é a cabeça. Se ela não for trabalhada nesse sentido, é complicado. Ver os seus companheiros jogando também dá muita saudade, dá saudade da torcida... Chegou. Agora, chegou. Vou curtir esse momento e trabalhar nos treinos para que eu possa, de alguma forma, somar.



Luis Ricardo Botafogo (Foto: Andre Durão)


Deve ter sido um sentimento dúbio ver o Botafogo muito bem na Libertadores...

No primeiro jogo da Libertadores (contra o Colo-Colo), estive presente no vestiário, na roda de oração. Disse para eles se dedicarem. Eu, de fato, vivi o ano passado e tive esse gostinho de ajudar a classificar o Botafogo. Foi ruim não poder participar daquele jogo. Naquele momento, pedi para que se dedicassem ao máximo e jogassem por mim. E é o que eles têm feito. Agora tenho essa possiblidade de ser inscrito e viver esse momento.



Seu contrato acaba em dezembro. Você já falou várias vezes que quer ficar. Já chegaram a sentar e conversar?
Ainda não teve nenhuma conversa. É claro que a minha volta ainda deve gerar muitas dúvidas por parte da diretoria e outras pessoas envolvidas nesse sentido. Mas creio que eu vou voltar ainda melhor. Sendo assim, com certeza vão analisar direitinho e me darão a oportunidade de seguir no Botafogo.


Então seu pensamento é voltar ainda melhor?
Esse é meu pensamento. Foi uma lesão muito grave. Mas minha cabeça é trabalhada nesse sentido. Vou voltar ainda melhor. Não vai ser essa lesão que vai me colocar para baixo. Vou vencer e voltarei ainda melhor.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro