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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Velho filme, nova dívida: Bota corre risco de punição por venda de Herrera


Ainda sem entender cobrança de R$ 538 mil do Emirates, clube que comprou atacante em 2012, direção alvinegra tem prazo até fevereiro para quitar débito




Herrera atuou no Bota entre 2010 e 2012
(Foto: Satiro Sodré / Agif)
O Botafogo vendeu Herrera ao Emirates Club, dos Emirados Árabes Unidos, por R$ 6 milhões, em 2012. Quase três anos depois, a direção alvinegra foi pega de surpresa com a cobrança de uma dívida referente ao mesmo atacante: tem de pagar US$ 200 mil (R$ 538 mil) ao clube até o dia 8 de fevereiro sob o risco de perder pontos na competição em que estiver disputando. O roteiro parece o de um velho filme, afinal, recentemente, a gestão do presidente Carlos Eduardo Pereira resolveu uma pendência com o Guangzhou Evergrande sobre o negócio com Elkeson. Porém...

Ninguém sabe ao certo o motivo da dívida em General Severiano. Sob orientação de Domingos Fleury, vice-presidente jurídico, funcionários do departamento vasculham documentos para tentar entender o negócio. O único claro é o comunicado recebido da Fifa, via CBF, que informa o débito.

- Recebemos um comunicado da Fifa, via CBF, que solicita o pagamento ao clube árabe. Caso não seja efetuado dentro do prazo, há uma multa de US$ 20 mil (R$ 53 mil). E depois há julgamento, que pode ocasionar na perda de pontos na competição em que estivermos disputando. É um caso curioso e que evidencia a necessidade de investigarmos. Não consegui entender a origem do débito: os direitos econômicos eram do Botafogo, que cedeu ao clube. Talvez seja por algum atraso no envio de documentação. Realmente, não sei - explica Domingos Fleury.

- É um comunicado lacônico, mas que mostra um obrigação não cumprida pelo clube. Estamos investigando - acrescenta o presidente Carlos Eduardo.

O caso Elkeson foi resolvido no dia 30 de dezembro de 2014. Vendido em 2012 ao Guangzhou Evergrande, o meia foi protagonista de uma reclamatória do time chinês. Ao acionar a Fifa, a direção asiática informou que o Bota não havia repassado o valor de R$ 800 mil ao Vitória, clube formador do atleta, algo garantido pelo mecanismo de solidariedade. Havia o risco de punição, mas o time carioca conseguiu regularizar a tempo.

Dentro de campo, sob o comando de René Simões, o Botafogo vai se reapresentar em 8 de janeiro, no Engenhão. A pré-temporada, no Centro de Formação de Atletas Trops (CEFAT), na localidade de Várzea das Moças, em Niterói, começa no dia 11 de janeiro e terá a duração de duas semanas. A estreia no Carioca é contra o Boavista.

Por Hector Werlang Rio de Janeiro/GE

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